Um ano após a realização da COP30, em Belém (PA), a Amazônia segue no centro do debate sobre desenvolvimento sustentável e mudanças climáticas — e é nesse cenário que a organização social De Peito Aberto (DPA) reforça sua atuação na região. Presente há 15 anos em municípios como Terra Santa, Faro e Oriximiná, no Pará, além de comunidades tradicionais locais, a DPA utiliza o esporte, a educação e a cultura para ampliar oportunidades e fortalecer vínculos entre crianças, adolescentes e suas comunidades. Ao longo de duas décadas de atuação em todo o país, a organização já soma mais de 67 mil crianças e adolescentes beneficiados.
Pelo projeto “Esporte na Cidade”, crianças e adolescentes da região têm acesso gratuito a modalidades como futsal, handebol, basquete e vôlei. Em Terra Santa, um dos núcleos mais antigos da instituição na Amazônia, cerca de 100 alunos participam atualmente das atividades, que buscam ir além da prática esportiva ao trabalhar convivência, disciplina e incentivo à permanência escolar.
Fundador e gerente de projetos da De Peito Aberto, Wenceslau Madeira integrou a delegação brasileira durante a COP30 e defende que a Amazônia seja tratada como um território humano, e não apenas como patrimônio ambiental. “O desenvolvimento sustentável depende diretamente das pessoas que vivem ali, especialmente das crianças e dos adolescentes”, afirma. Para o gestor, os debates climáticos precisam vir acompanhados de políticas de desenvolvimento humano, com o esporte funcionando como ferramenta de aproximação com os territórios.
Madeira defende ainda que qualquer estratégia para a região considere as particularidades de cada território e ouça as comunidades locais, associando o cuidado ambiental ao investimento em crianças e jovens. Na Amazônia, os projetos da De Peito Aberto são viabilizados por empresas parceiras por meio da Lei Federal de Incentivo ao Esporte, e as inscrições são divulgadas no site www.depeitoaberto.org.br.


